terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mulheres Imperfeitas ou Homens Exigentes?

O que os homens procuram afinal? O que eles querem? Como seria uma mulher ser perfeita à visão deles?

Em "Mulheres Perfeitas" a solução encontrada foi criar uma cidadezinha no subúrbio e utilizar da tecnologia para transformar mulheres normais (sim, normais, que trabalham, tem problemas e defeitos mas simplesmente procuram dar o melhor de si, ainda que tenham pouco tempo para a diversão) em o que eu chamo de absolutas aberrações: inegavelmente lindas, constantemente sorridentes e sem vontade própria para nada. Mulheres sem problemas, sem preocupações - na verdade, a maior dessas preocupações é levar o controle remoto pelo qual elas são controladas para o marido.

Mas até que ponto é saudável esse nível de exigência masculina? Por quê não aceitar uma mulher de verdade? Afinal, são os defeitos e qualidades de cada um que diferem um ser humano do outro.

O filme nada mais é do que um retrato exagerado da vida real. Homens cobram que suas mulheres sejam perfeitas o tempo todo. Que estejam sempre prontas, que sejam sempre divertidas. Que sorriam, que estejam lindas. Que sejam carinhosas, racionais e calmas 100% do tempo. O que gera um paradoxo ao próprio olhar machista: não são as mulheres o sexo frágil? Como lidar então com todos os problemas humanos - e de mulheres independentes - sem fases de tristeza, exaltação, estresse, ansiedade?

Os homens pensam e cobram. As mulheres sentem.... e sentem. Seria necessário eles olharem mais para si mesmos e enxergar os próprios defeitos. Principalmente, a exigência.

Talvez o mundo precise de mais versões de Walter Kresby, que percebe, mesmo que no último minuto, que não ama um robô, mas sim uma mulher inteligente, independente e sensacional.

A verdade é que é preciso ser muito forte para ser perfeita. E que essa força Herculiana sequer existe em um ser humano.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os Delírios Cinematográficos de PJ Hogan



Como alguém que gosta de comédias (eu disse comédias, não coisas non-sense demais) e ainda sendo publicitária, resolvi ver "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom". Eu precisava ver e entender todo esse mecanismo que atrai às pessoas às lojas através de vitrines, como se as mesmas estivessem falando e chamando por essas pessoas.

E por uma das raras vezes, apesar de não ter odiado o filme, eu perdi totalmente a vontade de ler livro no qual ele é inspirado.
Porque é isso: a única coisa interessante é ver como a vitrine chama por Becky, como ela se enfeitiça por compras e como funciona a cabeça de um "shopaholic", que vê o mundo mais bonito quando faz compras.

No mais é só mais uma comédia romântica boba e sem sal, com uma protagonista que nem é tão carismática, uma amiga esquisita. Salva-se também o Luke Brandon no papel de Hugh Darcy, que é sempre charmoso, mas que definitivamente não funciona com a Isla Fisher.
Só uma cinéfila publicitária que tem fé em tudo mesmo para encarar essa.