
Nunca esqueci o dia em que fui assistir “O Segredo de Brokeback Mountain” no cinema. Já havia assistido antes, a ansiedade não me permitiu esperar a estréia na cidade e fui obrigada a utilizar meios escusos (o bom e velho download, excelente para essas emergências). Queria que as lembranças daquele 9 de março de 2006 fossem boas. Infelizmente, isso não aconteceu, pelo contrário. Senti vergonha das pessoas dessa cidade como poucas vezes na vida.
Eu sabia que não ia ser tarefa fácil ver esse filme no nordeste. Agüentar as gracinhas, risadinhas isoladas, piadinhas e uma leve baderna. Eu não esperava que as pessoas aplaudissem de pé ou algo assim, claro. Sabia muito bem que estava indo ver um filme com personagens homossexuais em uma região predominantemente machista e intolerante. Mas, ao contrário do que eu ainda esperava, a baderna não foi leve, as risadinhas não foram isoladas. Ouvia-se gritaria e gargalhadas, principalmente naquelas que, pelo menos para mim, são as cenas mais tocantes do filme (o reencontro dos dois, anos depois, quando Alma os vê pela janela; a parte que eles vão para longe e Jack diz como queria que eles pudessem viver juntos, num pequeno rancho deles).
Sinceramente, eu nunca enxerguei “O Segredo de Brokeback Mountain” como um filme gay, ou um filme sobre gays. Para mim, é apenas uma linda história de amor proibido entre duas pessoas, como tantas outras. “Romeu e Julieta” é uma história de amor proibido. “Titanic”. “Edward Mãos-de-Tesoura”. “Casablanca”. E mesmo que fosse um filme gay... Continuam sendo duas pessoas que se amam e eu não vejo nada especialmente cômico nisso. Então pra mim, foi difícil entender de que raios aquelas pessoas tanto riam.
É incrível como a mente das pessoas é pequena. Elas não se permitem sequer aceitar, não se permitem ver um FILME com o mínimo de respeito aos outros espectadores. Pior ainda foi quando Heath Ledger faleceu, todos aqueles religiosos dizendo que era bem feito que tenha morrido, que foi castigo. Não dá pra entender isso também. Pessoas que se dizem religiosas carregando tanta intolerância.
Deixo aqui então os meus aplausos, merecidíssimos, a Ang Lee, Anne Hathaway, Michellhe Williams e, principalmente a Jake Gyllenhaal e ao saudoso Heath Ledger, que fizeram um filme tão carregado de sensibilidade, verdade e sentimento. Amor puro. Um amor que jamais irá envelhecer.
“Jack, I swear...”
“Heath, I swear...”
Eu sabia que não ia ser tarefa fácil ver esse filme no nordeste. Agüentar as gracinhas, risadinhas isoladas, piadinhas e uma leve baderna. Eu não esperava que as pessoas aplaudissem de pé ou algo assim, claro. Sabia muito bem que estava indo ver um filme com personagens homossexuais em uma região predominantemente machista e intolerante. Mas, ao contrário do que eu ainda esperava, a baderna não foi leve, as risadinhas não foram isoladas. Ouvia-se gritaria e gargalhadas, principalmente naquelas que, pelo menos para mim, são as cenas mais tocantes do filme (o reencontro dos dois, anos depois, quando Alma os vê pela janela; a parte que eles vão para longe e Jack diz como queria que eles pudessem viver juntos, num pequeno rancho deles).
Sinceramente, eu nunca enxerguei “O Segredo de Brokeback Mountain” como um filme gay, ou um filme sobre gays. Para mim, é apenas uma linda história de amor proibido entre duas pessoas, como tantas outras. “Romeu e Julieta” é uma história de amor proibido. “Titanic”. “Edward Mãos-de-Tesoura”. “Casablanca”. E mesmo que fosse um filme gay... Continuam sendo duas pessoas que se amam e eu não vejo nada especialmente cômico nisso. Então pra mim, foi difícil entender de que raios aquelas pessoas tanto riam.
É incrível como a mente das pessoas é pequena. Elas não se permitem sequer aceitar, não se permitem ver um FILME com o mínimo de respeito aos outros espectadores. Pior ainda foi quando Heath Ledger faleceu, todos aqueles religiosos dizendo que era bem feito que tenha morrido, que foi castigo. Não dá pra entender isso também. Pessoas que se dizem religiosas carregando tanta intolerância.
Deixo aqui então os meus aplausos, merecidíssimos, a Ang Lee, Anne Hathaway, Michellhe Williams e, principalmente a Jake Gyllenhaal e ao saudoso Heath Ledger, que fizeram um filme tão carregado de sensibilidade, verdade e sentimento. Amor puro. Um amor que jamais irá envelhecer.
“Jack, I swear...”
“Heath, I swear...”
Um comentário:
Uma vez Jake Gyllenhaal disse que "daqui a vinte anos certas pessoas que viraram a cara para Brokeback Mountain, serão tocadas sensivelmente...", e não é verdade? muitas vezes a reflexão sobre determinado filme ou mesmo o seu valor está atrelado aos anos que se passam....
o tempo vai mostrar que o melhor filme de 2005 não foi "Crash", mas sim Brokeback - tão bonito, tão real, tão único....tão IMORTAL!
Beijos
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